Sexta-feira, 29 de junho de 2012.
Terceira Seção julgou mais processos do que recebeu no primeiro semestre.
A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgou seus dados estatísticos referentes ao primeiro semestre de 2012. Foram distribuídos 649 processos e baixados 995. A presidenta da Seção, ministra Maria Thereza de Assis Moura, destacou que o colegiado conseguiu julgar mais processos do que recebeu: foram julgados 1.369, dos quais 320 processos foram tratados em sessão e 1.049 decididos monocraticamente.
Responsável pelo julgamento de questões referentes ao direito penal, à Seção cabe, também, julgar os recursos repetitivos de sua competência, quando há multiplicidade de recursos sobre o mesmo tema.
Nesse primeiro semestre, a Seção definiu, por exemplo, que não compete ao administrador do presídio autorizar saídas temporárias dos detentos de maneira automática, a partir de uma única decisão do juízo das execuções penais. Cada saída deve ser concedida e motivada pelo magistrado, com demonstração da conveniência da medida, sujeita à fiscalização do Ministério Público.
Outros números da Terceira Seção neste primeiro semestre são: 1.815 decisões publicadas; foram expedidos 3.680 telegramas e 296 ofícios; 3.023 petições foram processadas.
Entre os temas de grande repercussão, julgados pela Seção, estão: a fixação do entendimento de que falta grave representa marco interruptivo para obtenção de progressão de regime prisional; a definição de que apenas bafômetro e exame de sangue podem comprovar embriaguez de motorista para desencadear ação penal; presunção de violência contra menor de 14 anos em estupro é relativa e pode ser afastada diante da realidade concreta, entre outras.
A Terceira Seção volta a se reunir no dia 8 de agosto. Além da ministra Maria Thereza, compõem o órgão os ministros Gilson Dipp, Laurita Vaz, Jorge Mussi, Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior e Marco Aurélio Bellizze, e os desembargadores convocados Adilson Macabu e Alderita Ramos de Oliveira.
Semestre desfalcado
A Sexta Turma do STJ encerrou o semestre com aumento no número de processos julgados em sessão – foram 5.319, contra 4.914 no mesmo período do ano passado. O órgão é o único que está com uma cadeira vaga, à espera de novo integrante, e atuou todo o semestre desfalcado.
Ainda assim, os ministros reuniram-se em seis sessões de continuação de ordinárias, além das 26 sessões ordinárias previstas no calendário do Tribunal.
Foram distribuídos 11.172 processos e baixados 14.758. Os magistrados decidiram monocraticamente 10.962 casos.
Neste período houve troca na presidência da Turma: deixou a função a ministra Maria Thereza de Assis Moura e assumiu o posto o ministro Og Fernandes, que deve presidir o colegiado até abril de 2014.
O desembargador convocado Vasco Della Giustina, que compunha a Sexta Turma, deixou o STJ para aposentar-se no seu tribunal de origem, no Rio Grande do Sul. Para reforçar a composição, foi convocada a desembargadora Alderita Ramos de Oliveira, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que deve ficar em Brasília até novembro deste ano.
Neste primeiro semestre, a Sexta Turma julgou casos de grande repercussão como, por exemplo, a confirmação da condenação do ex-senador Luiz Estevão e de empresários envolvidos no escândalo do TRT de São Paulo (REsp 1.183.134).
A Sexta Turma é composta pelos ministros Og Fernandes (presidente), Maria Thereza de Assis Moura, Sebastião Reis Júnior e pela desembargadora convocada Alderita Ramos. Ela volta a se reunir no próximo dia 2 de agosto.
Balanço adiado
A Quinta Turma do STJ, que, juntamente com a Sexta Turma, compõe a Terceira Seção, ainda não consolidou os seus dados estatísticos do primeiro semestre de 2012. Eles devem ser divulgados na próxima segunda-feira (2).
Composta pelos ministros Jorge Mussi (presidente), Gilson Dipp, Laurita Vaz, Marco Aurélio Bellizze e pelo desembargador convocado Adilson Macabu, a Quinta Turma definiu que a transmissão proposital de HIV, causador da AIDS, configura lesão corporal grave; estabeleceu que a internação por medida de segurança não pode ultrapassar tempo máximo da pena; manteve a prisão do Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, entre outras decisões de grande repercussão no semestre.
Fonte: Notícias SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA